PROTOCOLO: ALOJAMENTO ALUNOS DO ENSINO SUPERIOR

Foi hoje divulgado junto dos órgãos de comunicação social pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), o protocolo que está a ser feito com a ALEP – Associação do Alojamento Local em Portugal em relação ao alojamento de estudantes do ensino superior.

Alguns detalhes operacionais ainda estão a ser definidos, mas conseguimos vários avanços no sentido de ajustar as condições deste programa à realidade do Alojamento Local (AL), nomeadamente, quanto às limpezas de roupa e consumos.

Deixamos claro que este protocolo não se adapta a todas as tipologias de AL, mas com as condições encontradas poderá ser uma alternativa para alguns segmentos.
Nos próximos dias, iremos divulgar todas as condições deste protocolo e passos de acesso à candidatura dos estabelecimentos de AL, de modo a que cada titular possa analisar toda a informação em detalhe e tomar a sua decisão.

FAQ ALEP: LINHA DE APOIO À TESOURARIA PARA MICROEMPRESAS DO TURISMO – CANDIDATURAS DO AL

Estas FAQs foram desenvolvidas após a aprovação do reforço da Linha de Apoio à Tesouraria para Microempresas do Turismo a 9 de setembro que trouxe algumas novidades e dúvidas para as candidaturas de operadores do Alojamento Local (AL).

Temos estado em contato regular com o Turismo de Portugal para esclarecer algumas questões relativas às candidaturas de AL. O objetivo destas FAQ não é de todo substituir a leitura dos guias e orientações de candidatura do Turismo de Portugal, apenas complementar com situações práticas específicas do alojamento local que não constam muitas vezes das orientações oficiais.


O QUE DEVO TER EM CONTA EM RELAÇÃO À LINHA DE MICROCRÉDITO?

  • A linha de microcrédito do Turismo de Portugal foi criada como resultado de uma reunião do setor do Turismo com o governo, tendo sido a ALEP uma das associações que propôs a criação da mesma e ajustes para que os ENI se pudessem candidatar.
  • É uma linha que permite candidaturas de empresários em nome individual (ENI) mesmo sem contabilidade organizada.
  • O processo de candidatura é dos mais simples e rápidos entre todos os programas.
  • A primeira fase teve 60 milhões de dotação.
  • Este reforço de 30 milhões traz algumas melhorias nas condições, pela experiência anterior, e quem estiver interessado deve candidatar-se o quanto antes.

QUAL O INTERESSE DESTA LINHA?

  • Por ser uma linha no âmbito do COVID de apoio às empresas que permite candidaturas tanto de empresas como empresários em nome individual mesmo que não tenham contabilidade organizada.
  • Por ser talvez a única linha no âmbito do Covid -19 que concede empréstimo sem juros, além de dar uma carência de um ano para o início do pagamento.
  • Porque o processo é bastante simples e rápido quando comparado com outros programas.
  • Porque nesta segunda fase, a linha vem com a possibilidade de obter um apoio a fundo perdido de 20% do valor do empréstimo e a conversão dos 20% do incentivo em incentivo não reembolsável poderá ser aplicável às candidaturas apresentadas na 1ª fase.

QUAIS OS CUIDADOS A TER?

  • Para todos os efeitos é um empréstimo e mesmo que beneficie de fundo perdido terá de devolver o valor remanescente do empréstimo concedido.
  • Faça bem as contas e evite um endividamento excessivo que possa comprometer o seu futuro empresarial e pessoal.
  • Por outro lado, das linhas de empréstimo disponíveis esta é ainda a mais vantajosa e com menores custos associados.

QUAIS AS FONTES DE CONSULTA E PASSOS A DAR ANTES DA CANDIDATURA?

  1. Ler primeiro a ficha informativa do programa com as condições de candidatura. (veja aqui). Pode também consultar aqui o texto da lei (despacho normativo nº 10/2020) que aprova o programa.
  2. Consulte o guião de apoio ao preenchimento do formulário de candidatura feito pelo Turismo de Portugal.
  3. Leia as FAQ da ALEP sobre o Microcrédito com orientações e esclarecimentos específicos para o AL
  4. Faça aqui a candidatura através da plataforma SGPI do Turismo de Portugal

QUAL O VALOR DO APOIO E LIMITES?

  • O limite do empréstimo é calculado em função do número de postos de trabalho existente na empresa a 29 de fevereiro de 2020. O valor é de 2.250 euros por posto de trabalho (3 x 750 euros), o que corresponde a 9 postos de trabalho, pois apenas são elegíveis microempresas que empregam até 9 trabalhadores.
  • Há um limite máximo de 20.000 euros por candidatura.
  • Um empresário em nome individual (ENI), conta como um posto de trabalho mesmo que não tenha funcionários a seu cargo e, portanto, podem pedir até 2.250 euros por candidatura.

QUAIS AS CONDIÇÕES GERAIS?

  • Esta é uma linha de empréstimo, ou seja, deve ser reembolsada.
  • O apoio é dado na forma de isenção de juros e taxas.
  • A linha tem um prazo de devolução do empréstimo de 3 anos, com 12 meses de carência.
  • Nesta segunda fase foi dada a possibilidade de 20% do valor ser a fundo perdida se forem cumpridas certas condições de manutenção dos postos de trabalho e a empresa se mantiver em atividade efetiva durante todo o período de reembolso do financiamento concedido (ver a seguir).

JÁ FIZ UMA CANDIDATURA NA PRIMEIRA FASE. POSSO VOLTAR A CANDIDATAR-ME?

  • Quem já fez uma candidatura na primeira fase pode voltar-se a candidatar, tendo novamente 20.000 euros como limite máximo para a candidatura, calculado em função do n.º de postos de trabalho inferior a 10 trabalhadores.
  • Esta candidatura é entendida como um reforço da primeira, mas obriga a assinatura de um novo contrato e de uma nova fiança assinada por um dos sócios ou pelo ENI.
  • O processo de recandidatura fica bastante simplificado pois o Turismo Portugal vai buscar os dados da primeira candidatura.

QUAL O PRAZO DE RESPOSTA E COMO ACELERAR A APROVAÇÃO DA CANDIDATURA?

  • Esta linha é considerada das mais rápidas em termos de aprovação e disponibilização das verbas. Se a candidaturas estiver completa temos feedback de operadores que em menos de um mês receberam as verbas.
  • Agora é fundamental dar autorização ao Turismo de Portugal para consultar as declarações de não dívidas da Segurança Social e das Finanças. Isto deve ser feito nos sites destas entidades, não basta dizer sim no formulário de candidatura.
  • Envie todos os dados e documentos requisitados logo que submeter a candidatura.

SOU UM EMPRESÁRIO EM NOME INDIVIDUAL (ENI) ISENTO DE INSCRIÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL. COMO FAÇO PARA APRESENTAR UMA DECLARAÇÃO DE NÃO DÍVIDA SE NÃO ESTOU INSCRITO?

  • Mesmo estando isento ou excluído da segurança social pode registar-se na segurança social direta para pedir uma Declaração de Não Dívida. Terá mesmo que fazê-lo para submeter a candidatura.
  • Esta é por exemplo a situação dos ENI titulares de AL cujo único rendimento vem da atividade de AL nas modalidades de apartamentos e moradias.

SOU ENI E SEGUNDO TITULAR DE UM AL E A MINHA CANDIDATURA FOI REPROVADA POIS DIZEM QUE NÃO TENHO NENHUM AL REGISTADO EM MEU NOME NO RNAL. O QUE DEVO FAZER?

  • Este era um problema informático que já foi resolvido, pois o sistema inicialmente apenas cruzava as candidaturas com o primeiro titular.
  • Se por acaso, ainda tiver este problema comunique a situação através da plataforma. Utilize o menu requerimentos, explique a situação e anexe o registo do AL onde consta como segundo titular.

COMO FUNCIONA A OBRIGAÇÃO DE MANUTENÇÃO DE POSTOS DE TRABALHO?

  • Para ter acesso a esta segunda fase da linha tem de se comprometer a manter pelo menos o mesmo número de postos de trabalho que tinha na candidatura anterior até 31 de dezembro de 2020, tendo por referência os postos de trabalho existentes à data de 29 de fevereiro de 2020.
  • Não são os postos de trabalho da empresa, mas aqueles que apresentou para a candidatura.
  • Se fez a candidatura na primeira fase, entregou o nr. de postos de trabalho de fevereiro de 2020. O Turismo de Portugal nesta altura já deve ter pedido o documento que confirma a manutenção destes postos em junho de 2020.
  • Se está a fazer a candidatura pela primeira vez ou se está a recandidatar-se, este mesmo documento de comprovação de manutenção de postos de trabalho será posteriormente solicitado, tendo por referência o mês de dezembro de 2020.
  • Se não conseguir manter os postos de trabalho nestas datas poderá ser sujeito a penalidades, em função da análise que for feita pelo Turismo de Portugal, e que poderá levar a devolução parcial do financiamento, rescisão do contrato ou devolução integral do apoio concedido.  .

E SE UM FUNCIONÁRIO SAIR OU DEMITIR-SE POR INICIATIVA EXCLUSIVAMENTE DELE PERTO DO PRAZO DE COMPROVAÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO?

  • São situações excecionais que deverão ser explicadas ao Turismo de Portugal com documentação a comprovar os fatos e que depois será analisada pelos responsáveis da linha para ver se são justificáveis.

SE FIZ UMA SEGUNDA CANDIDATURA COM MENOS POSTOS DE TRABALHO QUAL A MINHA OBRIGAÇÃO EM TERMOS DE MANUTENÇÃO DOS MESMOS?

  • As regras da Linha de Apoio à Tesouraria para Microempresas do Turismo entendem que é um reforço da primeira candidatura.
  • Terá de manter os postos de trabalho apresentados na primeira candidatura se estes forem maiores do que a primeira.
  • Por exemplo, na primeira candidatura concorreu com 8 postos de trabalho e na segunda com apenas 7 postos de trabalho. Significa que em dezembro de 2020 terá de comprovar que manteve ativos 8 postos de trabalho.

COMO SUBMETO A COMPROVATIVO DA MANUTENÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO DA PRIMEIRA FASE DE CANDIDATURAS?

  • Para quem concorreu à primeira fase, o Turismo de Portugal já enviou um email a pedir o documento de comprovação da manutenção dos postos de trabalho referentes a junho de 2020.
  • Deve ir a plataforma SGPI onde fez a candidatura, abrir o menu requerimento e criar um novo. Escolha como motivo “Envio de comprovativo de postos de trabalho”.
  • Anexe a declaração de rendimentos enviada à segurança social em julho referente ao mês de junho.
  • Se for empresário em nome individual sem funcionários explique a sua situação no corpo da mensagem. O Turismo de Portugal irá verificar se continua com algum registo de AL ativo.

COMO FUNCIONA O INCENTIVO A FUNDO PERDIDO INTRODUZIDO NESTA SEGUNDA FASE DE CANDIDATURAS?

  • Se mantiver até junho de 2021 os postos de trabalho apresentados na(s) candidatura(s) e a empresa se mantiver em atividade efetiva durante todo o período de reembolso do financiamento concedido.”
  • Para este efeito será pedido nesta data (junho de 2021) um documento a comprovar o número de postos de trabalho, normalmente a declaração de rendimento enviada a segurança social.

O FUNDO PERDIDO É APLICADO SOBRE QUE VALOR?

  • Se fizer apenas uma candidatura e foi nesta segunda fase então será o valor desta a ser considerado.
  • Se tiver feito uma candidatura apenas na primeira fase, ou seja, se não se recandidatar, , poderá pedir o incentivo a fundo perdido em relação ao valor da primeira candidatura, desde que em junho de 2021 comprove que manteve o mesmo número de postos de trabalho que existiam em fevereiro de 2020, e que a empresa se mantenha.

em atividade efetiva durante todo o período de reembolso do financiamento concedido

  • Se já tinha um pedido feito na primeira fase e fizer nova candidatura, o valor considerado para o cálculo do incentivo a fundo perdido será apenas o da candidatura da segunda fase.

SOU EMPRESÁRIO EM NOME INDIVIDUAL E COMO NÃO TENHO FUNCIONÁRIOS NÃO ENTREGO DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS À SEGURANÇA SOCIAL. COMO COMPROVO A MANUTENÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO?

  • Neste caso, a orientação do Turismo de Portugal tem sido de enviar nas datas pedidas o mesmo documento que enviou na candidatura inicial para este efeito.
  • Pode também submeter um requerimento na plataforma do SGPI a explicar que não tem Declarações de Rendimento e que mantém a sua atividade de ENI no AL ativa conforme podem confirmar nos registos do RNAL.

ALTERAÇÃO AO REGIME DOS VOUCHERS

*As informações prestadas neste  artigo não dispensam a consulta da legislação em vigor e/ou a consulta de um advogado.

Documento da autoria de  Miguel Torres Marques, advogado, assessor jurídico da ALEP

No passado dia 3 de Setembro foi publicado em Diário da República o Decreto-Lei n.º 62-A/2020, que altera as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19.

Entre os muitos diplomas legais que são alterados por este diploma, o seu artigo 6.º revoga expressamente o artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 17/2020, de 23 de Abril, diploma que estabeleceu um conjunto de medidas excecionais e temporárias relativas ao setor do turismo, no âmbito da pandemia da doença COVID-19, que ficou conhecido pelo regime dos vouchers.

O artigo 3.º daquele diploma, agora revogado, estabelecia que as viagens organizadas por agências de viagens e turismo, cuja data de realização tenha lugar entre o período de 13 de Março de 2020 a 30 de setembro de 2020, que não sejam efetuadas ou que sejam canceladas por facto imputável ao surto da pandemia da doença COVID-19, confere o direito aos viajantes de optar pela emissão de um vale de igual valor ao pagamento efetuado pelo viajante e válido até 31 de dezembro de 2021; ou pelo pelo reagendamento da viagem até 31 de dezembro de 2021.

A Comissão Europeia, considerou que essa norma violava o disposto na Diretiva (UE) 2015/2302 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de novembro de 2015, relativa às viagens organizadas e aos serviços de viagem conexos, tendo notificado Portugal e mais 6 países da União Europeia para alterar o Decreto-Lei n.º 17/2020, de 23 de Abril, sob pena de, não o fazendo, interpor uma ação judicial no Tribunal de Justiça da União Europeia.

De acordo com o preâmbulo do Decreto-Lei n.º 62-A/2020, de 3 de Setembro, o Governo entendeu que a solução prevista no Decreto-Lei n.º 17/2020, de 23 de abril, que permitia, em caso de cancelamento ou não realização da viagem por motivos associados à pandemia da doença COVID-19, a emissão de um vale de igual valor ao pagamento efetuado pelo viajante ou o reagendamento da viagem, se afigurava como verdadeiramente excecional e se destinava a responder a um contexto específico de cancelamento massivo de viagens junto das agências, o qual não se verifica no momento presente.

Assim, sem prejuízo dos vales já emitidos e das viagens entretanto reagendadas ao abrigo do regime excecional e temporário, importa reajustar o regime jurídico das viagens organizadas, fato que levou ao cancelamento do artigo 3.º daquele diploma.

No entanto este diploma não revoga o artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 17/2020, de 23 de Abril, relativo ao cancelamento de reservas em empreendimentos turísticos e estabelecimentos de alojamento local, que recordo, estabelecia que as reservas de serviços de alojamento em empreendimentos turísticos e em estabelecimentos de alojamento local situados em Portugal, com ou sem serviços complementares, efetuadas diretamente pelo hóspede no empreendimento ou estabelecimento ou através de plataformas em linha, para o período de 13 de Março de 2020 a 30 de Setembro de 2020, que não sejam efetuadas ou que sejam canceladas por facto relacionado com a declaração de estado de emergência decretado no país de origem ou em Portugal ou, ainda, com o encerramento de fronteiras imputável ao surto da pandemia da doença COVID-19, na modalidade de não reembolso das quantias pagas, conferem, excecional e temporariamente, aos hóspedes o direito de optar pela emissão de um vale de igual valor ao pagamento efetuado pelo hóspede e válido até 31 de dezembro de 2021 ou pelo reagendamento da reserva do serviço de alojamento até 31 de dezembro de 2021, por acordo entre o hóspede e o empreendimento turístico ou o estabelecimento de alojamento local.

Quer isto dizer, que para os titulares de alojamento local, desde que a reserva não faça parte de uma viagem organizada vendida por uma agência de viagens, a entrada em vigor deste diploma não muda nada, ou seja até ao final deste mês, quando se trate de reservas não reembolsáveis, podem em vez de ter de devolver o dinheiro previamente pago pelos hóspedes (com algumas exceções, nomeadamente quando os hóspedes tiverem comprovadamente ficado numa situação de desemprego) entregar-lhes vouchers que podem ser utilizados até ao final de 2021, ou alterarem a data das estadias, e só se depois desse prazo os vouchers que não tiverem sido utilizados, ou quando as partes não tenham chegado a acordo sobre uma data alternativa, é que os titulares de AL terão, no prazo máximo de 14 dias após essa data de devolver o dinheiro previamente pago pelos hóspedes aquando da realização das reservas.

Chamo ainda a vossa atenção para o fato de que quando nos termos do contrato ou acordo celebrado com os hóspedes, ou quando a política de cancelamento de reservas for rígida, forem ultrapassados os prazos de cancelamento das reservas, os titulares de AL têm direito a ficar com as quantias pagas antecipadamente pelos hóspedes aquando da reserva e pagamento parcial, isto, claro está quando se trate de reservas diretas feitas pelos hóspedes junto do estabelecimento, na medida em que se as reservas tiverem sido feitas através de plataformas em linha de intermediação de reservas, se aplicam os termos e condições vigentes em cada plataforma, ainda que na minha opinião, a grande maioria das plataformas tivessem alegado circunstâncias extenuantes para não cumprirem o que tinham acordado com os anfitriões em matéria de política de cancelamento, mas essa é outra questão, sobre a qual já me pronunciei várias vezes.

Espero que tenha ficado claro, que para o AL nada se altera e tudo continua como até agora, ainda que este regime tenha um âmbito de aplicação que está quase a terminar, na medida em que termina no final deste mês.

OBSERVATÓRIO AL COVID-19

 A ALEP juntamente com o DINÂMIA’CET-ISCTE( Unidade de Investigação do Iscte-Instituto Universitário de Lisboa) acaba de lançar o Observatório AL COVID-19.
Esta  parceria tem como objectivo produzir um diagnóstico rigoroso dos impactos da pandemia no Alojamento Local.
Este diagnóstico é fundamental para medirmos o verdadeiro impacto deste pandemia no AL,permitindo a criação de estratégias realistas para a nossa atividade e informação fundamentada, passível de ser partilhada e discutida com os decisores políticos e os vários agentes do sector.

Para tal, iremos realizar um inquérito trimestral.
Este é o primeiro desses inquéritos que, excepcionalmente, irá caracterizar a situação relativa a 4 meses – Março, Abril, Maio e Junho – coincidentes com o surgimento da pandemia.

Nesse sentido, solicitamos a participação de todos os Associados da ALEPque se enquadrem nas modalidades AL Apartamentos e moradias.
Caso não tenham recebido o pedido para participação por e-mail, solicitem-no para: [email protected]
   
O inquérito será anónimo.  As respostas dadas no inquérito são estritamente confidenciais, sendo apenas utilizadas para tratamento estatístico. 

A sua colaboração é essencial para o sucesso deste projeto!

Obrigado pelo seu apoio.
 
 Direção ALEP

SEGURANÇA SOCIAL E ALOJAMENTO LOCAL

Depois de alguns meses de conversações, a ALEP esteve reunida em audiência com a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho onde foram dados passos importantes para resolver o problema da segurança social de parte do alojamento local (AL).

A primeira notícia positiva é que conseguimos o compromisso da Ministra do Trabalho de incluir o alojamento local (nas modalidades de “apartamento” e “moradia”) no regime de  apoio extraordinário que está a ser preparado para quem estava de fora da Segurança Social.

Esta inclusão representa uma conquista importante para milhares de pequenos titulares que se dedicam exclusivamente ao AL como empresários em nome individual (ENI) na modalidade de “apartamento” e “moradia” e que ficaram fora dos apoios apresentados até agora por terem sido impedidos de descontar para as segurança social.

Este novo pacote de apoios extraordinários está a ser discutido pelos partidos na Assembleia e em breve será conhecida a versão final. A proposta atual em discussão e que está a ser veiculada na comunicação social prevê um apoio de 438 euros mensais por 6 meses com um compromisso de descontar para a segurança social por 30 meses em qualquer categoria, o que significa que estes trabalhadores independentes ficam de imediato abrangidos pela segurança social por 36 meses.

Para além do apoio extraordinário nesta crise, a ALEP defendeu também a necessidade de reintegrar de forma definitiva todos os ENI do AL na segurança social. A posição da ALEP é de que o alojamento local nas modalidades de “apartamento” e “moradia”, sendo uma atividade de prestação de serviços, não têm nenhum motivo para estarem excluídos da segurança social. Aliás, não faz sentido que algumas modalidade de AL estejam incluídas e outras não.

Houve sensibilidade e concordância por parte da Ministra do Trabalho em relação à necessidade de reintegração apresentada pela ALEP. A questão pode estar numa interpretação feita de uma alteração da lei cujo texto não é totalmente claro. A Ministra do Trabalho já pediu um parecer jurídico sobre esta situação do AL para encontrar a melhor forma de reintegrar as modalidades do AL excluídas e prometeu à ALEP uma proposta de solução assim que tivesse resposta dos serviços.

Para já, ao confirmar a inclusão dos titulares de AL que estão fora da segurança social nas medidas extraordinárias, já fica garantido a integração na segurança social por 36 meses.

Relembramos que os empresários em nome individual (ENI) do alojamento local nas modalidades de “apartamento” e “moradia” representam 60% dos registos RNAL e desde janeiro de 2019, foram excluídos da Segurança Social numa alteração da lei que não é clara e que foi feita sem consulta à ALEP e outras associações.

A ALEP na altura tentou reunir-se com os representantes do Ministério do Trabalho sem nunca ter conseguido. Nesta fase de crise Covid-19, aproveitando a alteração do governo e equipa do Ministério do Trabalho, intensificámos os nossos esforços em relação a este tema, tendo logo no início da pandemia enviado um documento ao governo com um pedido de audiência e proposta de solução. Durante os últimos meses a ALEP tem estado em contato regular com o gabinete do Ministério, iniciativas estas que culminaram com a audiência com a própria Ministra do Trabalho.

Foi um passo importante, mas a ALEP continuará  a acompanhar e fazer pressão para garantir a resolução deste problema, pois tem a convicção que não faz sentido que uma atividade empresarial como o AL não esteja toda abrangida na segurança social.

Comunicaremos a evolução da situação assim que tivermos mais novidades.

REGIME CONTRAORDENACIONAL NO ÂMBITO DA SITUAÇÃO DE CALAMIDADE, CONTIGÊNCIA E ALERTA

*As informações prestadas neste  artigo não dispensam a consulta da legislação em vigor e/ou a consulta de um advogado.

Documento da autoria de  Miguel Torres Marques, advogado, assessor jurídico da ALEP

Foi publicado na passada Sexta-Feira em Diário da República o Decreto-Lei n.º 28-B/2020, de 26 de Junho, que estabelece o regime contraordenacional, no âmbito da situação de calamidade, contingência e alerta.

Objeto:

• O presente decreto-lei estabelece o regime sancionatório aplicável ao incumprimento dos deveres estabelecidos por declaração da situação de alerta, contingência ou calamidade adotada ao abrigo da Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na sua redação atual, que aprova a Lei de Bases da Proteção Civil, e da Lei n.º 81/2009, de 21 de agosto, que estabelece o Sistema de Vigilância em Saúde Pública.
• O presente decreto-lei estabelece ainda o regime sancionatório aplicável ao incumprimento dos deveres impostos pelos artigos 12.º e 13.º do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual, que constituem parte integrante da Lei n.º 1-A/2020, de 19 de março, na sua redação atual, nos termos do artigo 2.º da referida lei, bem como dos deveres impostos pelos artigos 13.º-A e 13.º-B do mesmo decreto-lei.

Deveres:

• Durante a situação de alerta, contingência ou calamidade, declarado no âmbito da situação epidemiológica originada pela doença COVID-19 declarada nos termos da Lei de Bases da Proteção Civil, constituem deveres das pessoas singulares e coletivas:
a) A observância das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico nos locais abertos ao público, definidas nas declarações das respetivas situações de alerta, contingência ou calamidade;
b) A obrigatoriedade do uso de máscaras ou viseiras, nos termos do artigo 13.º-B do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual:
I. Para acesso ou permanência nos espaços e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços;
II. Nos edifícios públicos ou de uso público onde se prestem serviços ou ocorram atos que envolvam público;
III. Nos estabelecimentos de ensino e creches;
IV. No interior de salas de espetáculos, de exibição ou de filmes cinematográficos ou similares;
V. Nos transportes coletivos de passageiros;
c) A suspensão de acesso ao público dos estabelecimentos de restauração ou de bebidas que disponham de espaços destinados a dança ou onde habitualmente se dance, nos termos previstos no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual;
d) O cumprimento dos horários de funcionamento dos estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços definidos nos termos das declarações das respetivas situações de alerta, contingência ou calamidade;
e) A não realização de celebrações e de outros eventos que impliquem uma aglomeração de pessoas em número superior ao definido nas declarações das respetivas situações de alerta, contingência ou calamidade;
f) O cumprimento das regras de fornecimento e venda de bebidas alcoólicas estabelecidas nas declarações das respetivas situações de alerta, contingência ou calamidade;
g) O cumprimento das regras de consumo de bebidas alcoólicas previstas nas declarações das respetivas situações de alerta, contingência ou calamidade;
h) O cumprimento das regras relativas aos limites de lotação máxima da capacidade para o transporte terrestre, fluvial e marítimo, nos termos previstos no artigo 13.º-A do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual;
i) O cumprimento das regras relativas à restrição, suspensão ou encerramento de atividades ou separação de pessoas que não estejam doentes, meios de transporte ou mercadorias, definidas ao abrigo do artigo 17.º da Lei n.º 81/2009, de 21 de agosto, que estabelece o Sistema de Vigilância em Saúde Pública.

Contraordenações:

• O incumprimento dos deveres estabelecidos no ponto anterior constitui contraordenação, sancionada com coima de (euro) 100,00 a (euro) 500,00 no caso de pessoas singulares, e de (euro) 1000,00 a (euro) 5000,00 no caso de pessoas coletivas.
• A negligência é punível, sendo, neste caso, os montantes referidos no número anterior reduzidos em 50 %.
• Se o mesmo facto constituir simultaneamente crime e contraordenação, será o infrator sempre punido a título de crime, sem prejuízo da aplicação das sanções acessórias previstas para a contraordenação.
• O disposto no presente decreto-lei não prejudica a responsabilidade civil do infrator, nos termos gerais de direito.

Pagamento voluntário da coima:

• Após a notificação da infração, realizada pela entidade com competência para o processamento da contraordenação, pode o infrator proceder ao pagamento voluntário da coima de imediato.
• O pagamento voluntário da coima previsto no número anterior corresponde à liquidação da coima pelo mínimo.

Fiscalização:

• A fiscalização do cumprimento dos deveres previstos no ponto n.º 2.º compete à Guarda Nacional Republicana, à Polícia de Segurança Pública, à Polícia Marítima, à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e às polícias municipais.

Aplicação de medidas de polícia:

• A prática das contraordenações decorrentes do incumprimento dos deveres estabelecidos no artigo 2.º determina sempre a aplicação das seguintes medidas:
a) O encerramento provisório do estabelecimento e a cessação de atividades, fixando o prazo dentro do qual devem ser adotadas as providências adequadas à regularização da situação nos termos impostos por declaração da situação de alerta, contingência ou calamidade, declaradas ao abrigo da Lei de Bases de Proteção Civil;
b) A determinação da dispersão da concentração de pessoas em número superior ao limite permitido por declaração de situação de alerta, contingência ou calamidade, declaradas ao abrigo da Lei de Bases de Proteção Civil.
• As medidas previstas no número anterior são aplicadas pelas entidades referidas no artigo anterior e apenas podem ser aplicadas pelo período de tempo estritamente necessário à reposição da legalidade.

Competência:

• Compete à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) o processamento das contraordenações previstas no presente decreto-lei.
• A aplicação das coimas previstas no presente decreto-lei compete ao Secretário-Geral do Ministério da Administração Interna, o qual pode delegar aquela competência nos termos da lei.
• No exercício das suas funções, a SGMAI é coadjuvada pelas autoridades policiais e outras entidades ou serviços públicos cuja colaboração solicite.

Destino das coimas:

• O produto das coimas aplicadas no âmbito do presente decreto-lei reverte em:
a) 50 % para o Estado;
b) 25 % para a SGMAI;
c) 25 % para a entidade fiscalizadora.

Direito subsidiário:

• Em tudo o que se não se encontre previsto no presente decreto-lei aplica-se subsidiariamente o regime geral do ilícito de mera ordenação social, constante do Decreto-Lei n.º 433/82, de 27 de outubro, na sua redação atual.

Norma revogatória:

• É revogado o n.º 9 do artigo 13.º-B do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual.

Entrada em vigor:

• O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

Para quem quiser consultar o diploma na integra fica aqui o respetivo link:
https://dre.pt/application/conteudo/136788887

Miguel Torres Marques
Advogado e Assessor Jurídico da ALEP

DECLARAÇÃO DA SITUAÇÃO DE CALAMIDADE, CONTINGÊNCIA E ALERTA, NO ÂMBITO DA PANDEMIA DA DOENÇA COVID 19

*As informações prestadas neste  artigo não dispensam a consulta da legislação em vigor e/ou a consulta de um advogado.

Documento da autoria de  Miguel Torres Marques, advogado, assessor jurídico da ALEP

Foi publicada na passada Sexta Feira a Resolução de Conselho de Ministros n.º 51-A/2020, de 26 de Junho, que declara a situação de calamidade, contingência e alerta, no âmbito da pandemia da doença COVID-19.

O presente diploma declara:

A situação de calamidade:
a) Nas freguesias de Alfragide, Águas Livres, Falagueira-Venda Nova, Encosta do Sol, Venteira, Mina de Água, do concelho da Amadora;
b) Na União das Freguesias de Pontinha e Famões, União das Freguesias de Póvoa de Santo Adrião e Olival de Basto, União das Freguesias de Ramada e Caneças e Odivelas, do concelho de Odivelas;
c) Na Freguesia de Santa Clara, no concelho de Lisboa;
d) Na União das Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação, União das Freguesias de Sacavém e Prior Velho, do concelho de Loures;
e) Na União das Freguesias de Agualva e Mira-Sintra, Algueirão-Mem Martins, União de Freguesias do Cacém e São Marcos, União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão, União das Freguesias de Queluz e Belas e Rio de Mouro, do concelho de Sintra.
A situação de contingência na Área Metropolitana de Lisboa, com exceção dos municípios e freguesias abrangidos na alínea anterior;
A situação de alerta em todo o território nacional continental, com exceção da Área Metropolitana de Lisboa.


• O referido diploma determina ainda:
a) A fixação de regras de proteção da saúde individual e coletiva dos cidadãos;
b) A limitação ou condicionamento de acesso, circulação ou permanência de pessoas em espaços frequentados pelo público, bem como dispersão das concentrações de 20, 10 ou 5 pessoas, consoante a situação declarada no respetivo local seja de alerta, contingência e calamidade, respetivamente, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar;
c) A limitação ou condicionamento de certas atividades económicas;
d) A fixação de regras de funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços;
e) A racionalização da utilização dos serviços públicos de transportes, comunicações e abastecimento de água e energia, bem como do consumo de bens de primeira necessidade.


• Determinar, no âmbito da declaração da situação de alerta, o acionamento das estruturas de coordenação política territorialmente competentes, as quais avaliam a necessidade de ativação do plano de emergência de proteção civil.


• Estabelecer, no âmbito da proteção e socorro:
a) A manutenção do estado de prontidão das forças e serviços de segurança e de todos os agentes de proteção civil, com reforço de meios para eventuais operações de apoio na área da saúde pública;
b) A manutenção do funcionamento da Subcomissão COVID-19, no âmbito da Comissão Nacional de Proteção Civil, em regime de permanência, enquanto estrutura responsável pela recolha e tratamento da informação relativa ao surto epidémico em curso, garantindo uma permanente monitorização da situação;
c) A utilização, quando necessário, do sistema de avisos à população pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).


• Reforçar que, durante o período de vigência das situações de alerta, de contingência e de calamidade, os cidadãos e as demais entidades têm, nos termos dos n.os 1 a 3 do artigo 6.º da Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na sua redação atual, o dever de colaboração, nomeadamente no cumprimento de ordens ou instruções dos órgãos e agentes responsáveis pela segurança interna e pela proteção civil e na pronta satisfação de solicitações que justificadamente lhes sejam feitas pelas entidades competentes para a concretização das medidas que justificam as presentes declarações de alerta, de contingência e de calamidade.
• Estabelecer que o Governo avalia, a todo o tempo, a monitorização da aplicação do quadro sancionatório por violação da presente resolução, com base no reporte efetuado pelas forças e serviços de segurança ao membro do Governo responsável pela área da administração interna relativamente ao grau de acatamento das medidas adotadas pela presente resolução.
• Determinar o acionamento das estruturas de coordenação política territorialmente competentes em todo o território nacional continental, as quais, nos municípios abrangidos pela declaração da situação de alerta, avaliam a necessidade de ativação do respetivo plano de emergência de proteção civil.


• Reforçar, sem prejuízo dos números anteriores, que compete às forças e serviços de segurança e às polícias municipais fiscalizar o cumprimento do disposto na presente resolução, mediante:
a) O encerramento dos estabelecimentos e a cessação das atividades previstas no anexo I ao regime anexo à presente resolução e da qual faz parte integrante;
b) A emanação das ordens legítimas, nos termos da presente resolução, designadamente para recolhimento ao respetivo domicílio;
c) A cominação e a participação por crime de desobediência, nos termos e para os efeitos da alínea b) do n.º 1 do artigo 348.º do Código Penal, do artigo 6.º da Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na sua redação atual, por violação do disposto no artigo 3.º do regime anexo à presente resolução, bem como do confinamento obrigatório de quem a ele esteja sujeito nos termos do artigo 2.º do referido regime;
d) O aconselhamento da não concentração de pessoas na via pública e a dispersão das concentrações superiores a 20, 10 e 5 pessoas, consoante a situação declarada no respetivo local seja de alerta, contingência e calamidade, respetivamente, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar.


• Recomendar às juntas de freguesia, no quadro da garantia de cumprimento do disposto no regime anexo à presente resolução:
a) O aconselhamento da não concentração de pessoas na via pública;
b) A sinalização junto das forças e serviços de segurança, bem como da polícia municipal, dos estabelecimentos a encerrar, para garantir a cessação das atividades previstas no anexo I ao regime anexo à presente resolução.


• Determinar que, para efeitos do disposto na alínea c) do n.º 8, as autoridades de saúde comunicam às forças e serviços de segurança do local de residência a aplicação das medidas de confinamento obrigatório a doentes com COVID-19, a infetados com SARS-CoV-2 e aos contactos próximos em vigilância ativa.
• Determinar que, nas áreas abrangidas pela situação de calamidade, são constituídas equipas de acompanhamento dos cidadãos em situação de confinamento obrigatório, com representantes da autoridade de saúde local, proteção civil municipal, segurança social e, quando necessário, forças e serviços de segurança.
• Determinar a criação de uma estrutura de monitorização da situação de alerta, contingência e calamidade, coordenada pelo membro do Governo responsável pela área da administração interna, com faculdade de delegação, composta por representantes das áreas governativas definidas por despacho do Primeiro-Ministro e de representantes das forças e serviços de segurança e da ANEPC, para efeitos de acompanhamento regular das situações declaradas.
• Reforçar que a desobediência e a resistência às ordens legítimas das entidades competentes, quando praticadas durante a vigência da situação de alerta, contingência e calamidade e em violação do disposto no regime anexo à presente resolução, constituem crime e são sancionadas nos termos da lei penal, sendo as respetivas penas agravadas em um terço, nos seus limites mínimo e máximo, nos termos do n.º 4 do artigo 6.º da Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na sua redação atual.
• Determinar que a publicação da presente resolução constitui para todos os efeitos legais cominação suficiente, designadamente para o preenchimento do tipo de crime de desobediência.

ANEXO
MEDIDAS EXCECIONAIS E TEMPORÁRIAS DE RESPOSTA À EPIDEMIA SARS-CoV-2 E À DOENÇA COVID-19 NO ÂMBITO DA DECLAÇÃO DA SITUAÇÃO DE ALERTA, CONTIGÊNCIA E CALAMIDADE.

Confinamento obrigatório
• Ficam em confinamento obrigatório, em estabelecimento de saúde, no respetivo domicílio ou noutro local definido pelas autoridades de saúde:
a) Os doentes com COVID-19 e os infetados com SARS-Cov2;
b) Os cidadãos relativamente a quem a autoridade de saúde ou outros profissionais de saúde tenham determinado a vigilância ativa.
• As autoridades de saúde comunicam às forças e serviços de segurança do local de residência a aplicação das medidas de confinamento obrigatório.
• Nas áreas abrangidas pela situação de calamidade, os cidadãos sujeitos a confinamento obrigatório são acompanhados por equipas constituídas pela Proteção Civil Municipal, pelos Serviços de Acão Social, pelas Autoridades de Saúde Pública, pelas Unidades de Cuidados na Comunidade e pelas forças de segurança, sendo o regime de acompanhamento regulamentado através de despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da administração interna, da modernização do Estado e da administração pública, do trabalho, da solidariedade e segurança social, e da saúde.
Instalações e estabelecimentos encerrados
• São encerradas as instalações e estabelecimentos referidos no anexo I ao presente regime e que dele faz parte integrante.
• Excetuam-se do disposto no ponto anterior as instalações e os estabelecimentos cuja atividade venha a ser autorizada pelo membro do Governo responsável pela área da atividade a retomar, após emissão de parecer técnico favorável pela Direção-geral da Saúde (DGS)
• Na ausência de publicação de documentos técnico-normativos ou de orientações especifica- cas da DGS para a retoma do funcionamento de determinada atividade, legalmente autorizada pela área governativa responsável pela área da atividade a retomar, devem ser seguidas as recomendações previstas no Guia de Recomendações por tema e setor de atividade, publicado pela DGS.
Teletrabalho e organização de trabalho
• O empregador deve proporcionar ao trabalhador condições de segurança e saúde adequadas à prevenção de riscos de contágio decorrentes da pandemia da doença COVID-19, podendo, nomeadamente, adotar o regime de teletrabalho, nos termos previstos no Código do Trabalho.
• Sem prejuízo da possibilidade de adoção do regime de teletrabalho nos termos gerais previstos no Código do Trabalho, este regime é obrigatório quando requerido pelo trabalhador, independentemente do vínculo laboral e sempre que as funções em causa o permitam, nas seguintes situações:
a) O trabalhador, mediante certificação médica, se encontre abrangido pelo regime excecional de proteção de imunodeprimidos e doentes crónicos, nos termos do artigo 25.o-A do Decreto-Lei n.o 10-A/2020, de 13 de marco, na sua redação atual;
b) O trabalhador com deficiência, com grau de incapacidade igual ou superior a 60 %.
• O regime de teletrabalho é ainda obrigatório, independentemente do vínculo laboral e sempre que as funções em causa o permitam, quando os espaços físicos e a organização do trabalho não permitam o cumprimento das orientações da DGS e da Autoridade para as Condições do Trabalho sobre a matéria, na estrita medida do necessário.
• Nas situações em que não seja adotado o regime de teletrabalho nos termos previstos no Código do Trabalho, podem ser implementadas, dentro dos limites máximos do período normal de trabalho e com respeito pelo direito ao descanso diário e semanal previstos na lei ou em instrumento de regulamentação coletiva de trabalho aplicável, medidas de prevenção e mitigação dos riscos decorrentes da pandemia, nomeadamente, a adoção de escalas de rotatividade de trabalhadores entre o regime de teletrabalho e o trabalho prestado no local de trabalho habitual, diárias ou semanais, horários diferenciados de entrada e saída, horários diferenciados de pausas e de refeições.
• Para efeitos do número anterior, o empregador pode alterar a organização do tempo de trabalho ao abrigo do respetivo poder de direção, devendo ser respeitado o procedimento previsto na legislação aplicável.

Medidas especiais aplicáveis à Área Metropolitana de Lisboa
• Na Área Metropolitana de Lisboa todos os estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços, incluindo os que se encontrem em conjuntos comerciais, e os mencionados no artigo 24.º, encerram às 20:00h.
• Excetuam-se do disposto no número anterior:
a) Estabelecimentos de restauração exclusivamente para efeitos de serviço de refeições no próprio estabelecimento;
b) Estabelecimentos de restauração e similares que prossigam a atividade de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento ou entrega no domicílio, diretamente ou através de intermediário, os quais não podem fornecer bebidas alcoólicas no âmbito dessa atividade;
c) Postos de abastecimento de combustíveis, exclusivamente para efeitos de venda ao público de combustíveis e abastecimento de veículos;
d) Estabelecimentos desportivos, sem prejuízo dos estabelecimentos encerrados ao abrigo do artigo 3.º;
e) Farmácias;
f) Consultórios e clínicas, designadamente clínicas dentárias e centros de atendimento médico veterinário com urgências;
g) Atividades funerárias e conexas.
• Não obstante o disposto nos números anteriores, os supermercados e hipermercados, incluindo os que se encontrem em conjuntos comerciais, podem encerrar às 22:00h, sendo proibida a venda de bebidas alcoólicas entre as 20:00h e as 22:00h.
• É proibida a venda de bebidas alcoólicas nas áreas de serviço ou nos postos de abastecimento de combustíveis localizados na Área Metropolitana de Lisboa.
• É proibido o consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre de acesso ao público e vias públicas, excetuando-se os espaços exteriores dos estabelecimentos de restauração e bebidas devidamente licenciados para o efeito.
• No período após as 20:00h, a exceção prevista na parte final do número anterior admite apenas o consumo de bebidas alcoólicas no âmbito do serviço de refeições.
• A atividade operacional das forças e serviços de segurança e dos serviços de socorro a operar na Área Metropolitana de Lisboa, no âmbito da execução do presente regime, pode ser reforçada, em caso de necessidade, por efetivos de outras áreas geográficas, em articulação com a estrutura municipal de proteção civil.
• O presente artigo é norma especial e prevalece sobre as demais disposições do presente regime que disponham em sentido contrário.
Medidas especiais aplicáveis às Freguesias abrangidas pela situação de calamidade
• Nas freguesias de Alfragide, Águas Livres, Falagueira-Venda Nova, Encosta do Sol, Venteira, Mina de Água, do concelho da Amadora; União das Freguesias de Pontinha e Famões, União das Freguesias de Póvoa de Santo Adrião e Olival de Basto, União das Freguesias de Ramada e Caneças e Odivelas, do concelho de Odivelas; União das Freguesias de Agualva e Mira-Sintra, Algueirão-Mem Martins, União das Freguesias do Cacém e São Marcos, União das Freguesias de Massamá́ e Monte Abraão, União das Freguesias de Queluz e Belas e Rio de Mouro, do concelho de Sintra; União das Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação, União das Freguesias de Sacavém e Prior Velho, do concelho de Loures; e Santa Clara, do concelho de Lisboa, os cidadãos devem abster-se de circular em espaços e vias públicas, bem como em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas, e permanecer no respetivo domicílio, exceto para deslocações autorizadas.
• Para efeitos do disposto no número anterior, consideram-se deslocações autorizadas aquelas que visam:
a) Aquisição de bens e serviços;
b) Deslocação para efeitos de desempenho de atividades profissionais ou equiparadas;
c) Procura de trabalho ou resposta a uma oferta de trabalho;
d) Deslocações por motivos de saúde, designadamente para efeitos de obtenção de cuidados de saúde e transporte de pessoas a quem devam ser administrados tais cuidados ou dádiva de sangue;
e) Deslocações para acolhimento de emergência de vitimas de violência doméstica ou tráfico de seres humanos, bem como de crianças e jovens em risco, por aplicação de medida decretada por autoridade judicial ou Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, em casa de acolhimento residencial ou familiar;
f) Deslocações para assistência de pessoas vulneráveis, pessoas com deficiência, filhos, progenitores, idosos ou dependentes;
e) Deslocações para efeitos de fruição de momentos ao ar livre;
f) Deslocações de menores e seus acompanhantes para frequência dos estabelecimentos escolares, creches e atividades de tempos livres;
g) Deslocações de pessoas com deficiência para frequência de centros de atividades ocupacionais;
h) Deslocações para eventos e acesso a equipamentos culturais;
i) Deslocações para efeitos de atividade física e pratica desportiva, incluindo náutica ou fluvial;
j) Deslocações para a pratica da pesca de lazer e da caça;
k) Deslocações para visitas a jardins zoológicos, oceanários, fluviários e afins;
l) Deslocações para participação em ações de voluntariado social;
m) Deslocações por outras razões familiares imperativas, designadamente o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, conforme determinada por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal competente;
n) Deslocações a estabelecimentos escolares para a realização de provas e exames, matrículas, levantamento e entrega de documentos, participação em reuniões, devolução de manuais escolares, bem como outras que se revelem necessárias para a salvaguarda dos interesses dos alunos;
o) Deslocações para visitas, quando autorizadas, ou entrega de bens essenciais a pessoas incapacitadas ou privadas de liberdade de circulação;
p) Deslocações para participação em atos processuais junto das entidades judiciárias ou em atos da competência de notários, advogados, solicitadores e oficiais de registo;
q) Deslocação a estabelecimentos e serviços não encerrados no âmbito do presente regime;
r) Deslocações de curta duração para efeitos de passeio dos animais de companhia e para alimentação de animais;
s) Deslocações de médicos-veterinários, de detentores de animais para assistência médico-veterinária, de cuidadores de colónias reconhecidas pelos municípios, de voluntários de associações zoófilas com animais a cargo que necessitem de se deslocar aos abrigos de animais e serviços veterinários municipais para recolha e assistência de animais;
t) Deslocações por parte de pessoas portadoras de livre-trânsito, emitido nos termos legais, no exercício das respetivas funções ou por causa delas;
u) Deslocações por parte de pessoal das missões diplomáticas, consulares e das organizações internacionais localizadas em Portugal, desde que relacionadas com o desempenho de funções oficiais;
v) Deslocações necessárias ao exercício da liberdade de imprensa;
w) Retorno ao domicílio pessoal;
x) Deslocações para a frequência de formação e realização de provas e exames
y) Deslocações para outras atividades de natureza análoga ou por outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que devidamente justificados.
• Os veículos particulares podem circular na via pública para realizar as atividades mencionadas no número anterior ou para reabastecimento em postos de combustível.
• Para os efeitos do presente artigo, a atividade dos praticantes desportivos federados e seus treinadores, bem como acompanhantes desportivos do desporto adaptado, é equiparada a atividade profissional.
• Sem prejuízo do estabelecido nos números anteriores, em todas as deslocações efetuadas devem ser respeitadas as recomendações e ordens determinadas pelas autoridades de saúde e pelas forças e serviços de segurança, designadamente as respeitantes às distâncias a observar entre as pessoas.
• Nas freguesias abrangidas pelo presente artigo não é permitida a realização de feiras e mercados de levante.
• Compete às forças e serviços de segurança e à polícia municipal fiscalizar o cumprimento do disposto no presente artigo, mediante a recomendação a todos os cidadãos do cumprimento do dever cívico de recolhimento domiciliário, bem como o aconselhamento da não concentração de pessoas na via pública e a dispersão das concentrações superiores a 5 pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar ou para a realização profissional de filmagens, com respeito pelas normas de distanciamento físico e demais regras sanitárias, conforme orientações da autoridade de saúde.
• A transmissão da informação necessária à verificação, pelas forças de segurança, do cumprimento das determinações de confinamento de doentes e contactos realiza-se até 24 horas após cada uma das determinações em causa.
• A transmissão da informação necessária à georreferenciação dos casos ativos e dos contactos em vigilância realiza-se mediante articulação das autoridades locais de saúde e das autarquias.
• O acompanhamento das determinações de confinamento domiciliário, para efeitos de provisão de necessidades sociais e de saúde, realiza-se até 24 horas após cada uma das determinações em causa, mediante visita conjunta da Comissão Municipal de Proteção Civil, Centro Distrital de Segurança Social e Unidades de Cuidados na Comunidade.
• A monitorização do cumprimento do disposto no presente artigo é realizada diariamente pelo Gabinete Regional de Intervenção para a Supressão da doença COVID-19 em Lisboa e Vale do Tejo e reportada semanalmente à Estrutura de Monitorização da Situação de Alerta, Contingência e Calamidade.
• O presente artigo é norma especial e prevalece sobre as demais disposições do presente regime que disponham em sentido contrário.
Consumo de bebidas alcoólicas
• É proibido o consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre de acesso ao público e vias públicas, excetuando-se os espaços exteriores dos estabelecimentos de restauração e bebidas devidamente licenciados para o efeito.

Veículos particulares com lotação superior a cinco lugares
• Os veículos particulares com lotação superior a cinco pessoas apenas podem circular, salvo se todos os ocupantes integrarem o mesmo agregado familiar, com dois terços da sua capacidade, devendo os ocupantes usar máscara ou viseira, com as exceções previstas no artigo 13.º-B do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de marco, na sua redação atual.

Regras de ocupação, permanência e distanciamento físico
• Em todos os locais abertos ao público, devem ser observadas as seguintes regras de ocupação, permanência e distanciamento físico:
a) A afetação dos espaços acessíveis ao público deve observar regra de ocupação máxima indicativa de 0,05 pessoas por metro quadrado de área, com exceção dos estabelecimentos de prestação de serviços;
b) A adoção de medidas que assegurem uma distância mínima de dois metros entre os pés- soas, salvo disposição especial ou orientação da DGS em sentido distinto;
c) A garantia de que as pessoas permanecem dentro do espaço apenas pelo tempo estritamente necessário;
d) A proibição de situações de espera para atendimento no interior dos estabelecimentos de prestação de serviços, devendo os operadores económicos recorrer, preferencialmente, a mecanismos de marcação prévia;
e) A definição, sempre que possível, de circuitos específicos de entrada e saída nos estabelecimentos e instalações, utilizando portas separadas;
f) A observância de outras regras definidas pela DGS;
g) O incentivo à adoção de códigos de conduta aprovados para determinados setores de atividade ou estabelecimentos, desde que não contrariem o disposto no presente regime.
• Para efeitos do disposto na alínea a) do ponto anterior:
a) Entende-se por «área», a área destinada ao público, incluindo as áreas de uso coletivo ou de circulação, à exceção das zonas reservadas a parqueamento de veículos;
b) Os limites previstos de ocupação máxima por pessoa não incluem os funcionários e prestadores de serviços que se encontrem a exercer funções nos espaços em causa.
• Os gestores, os gerentes ou os proprietários dos espaços e estabelecimentos devem envidar todos os esforços no sentido de:
a) Efetuar uma gestão equilibrada dos acessos de público, em cumprimento do disposto nos números anteriores;
b) Monitorizar as recusas de acesso de público, de forma a evitar, tanto quanto possível, a concentração de pessoas à entrada dos espaços ou estabelecimentos.
Regras de higiene
• Os locais abertos ao público devem observar as seguintes regras de higiene:
a) A prestação do serviço e o transporte de produtos devem ser efetuados mediante o respeito das necessárias regras de higiene definidas pela DGS;
b) Os operadores económicos devem promover a limpeza e desinfeção diárias e periódicas dos espaços, equipamentos, objetos e superfícies, com os quais haja um contacto intenso;
c) Os operadores económicos devem promover a limpeza e desinfeção, após cada utilização ou interação, dos terminais de pagamento automático (TPA), equipamentos, objetos, superfícies, produtos e utensílios de contacto direto com os clientes;
d) Os operadores económicos devem promover a contenção, tanto quanto possível, pelos trabalhadores ou pelos clientes, do toque em produtos ou equipamentos bem como em artigos não embalados, os quais devem preferencialmente ser manuseados e dispensados pelos trabalhadores;
e) Nos estabelecimentos de comércio a retalho de vestuário e similares, durante a presente fase, deve ser promovido o controlo do acesso aos provadores, salvaguardando-se, quando aplicável, a inativação parcial de alguns destes espaços, por forma a garantir as distâncias mínimas de segurança, e garantindo-se a desinfeção dos mostradores, suportes de vestuário e cabides após cada utilização, bem como a disponibilização de soluções desinfetantes cutâneas para utilização pelos clientes;
f) Em caso de trocas, devoluções ou retoma de produtos usados, os operadores devem, sempre que possível, assegurar a sua limpeza e desinfeção antes de voltarem a ser disponibilizados para venda, a menos que tal não seja possível ou comprometa a qualidade dos produtos;
g) Outras regras definidas em códigos de conduta aprovados para determinados setores de atividade ou estabelecimentos, desde que não contrariem o disposto no presente regime.
Soluções desinfetantes cutâneas
• Os estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços devem procurar assegurar a disponibilização de soluções desinfetantes cutâneas, para os trabalhadores e clientes, junto de todas as entradas e saídas dos estabelecimentos, assim como no seu interior, em localizações adequadas para desinfeção de acordo com a organização de cada espaço.
Horários de atendimento
• Os horários de funcionamento dos estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços podem ser ajustados, por forma a garantir um desfasamento da hora de abertura ou de encerramento, por iniciativa dos próprios, por decisão concertada, por decisão dos gestores dos espaços onde se localizam os estabelecimentos ou do membro do Governo responsável pela área da economia, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
• Os estabelecimentos que retomaram a sua atividade ao abrigo da Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-A/2020, de 30 de abril, da Resolução do Conselho de Ministros n.º 38/2020, de 17 de maio e da Resolução do Conselho de Ministros n.º 40-A/2020, de 29 de maio, na sua redação atual, bem como os que retomam a sua atividade a partir da entrada em vigor do presente regime, não podem, em qualquer caso, abrir antes das 10:00h.
• Os estabelecimentos cujo horário de abertura habitual seja alterado por efeito do número anterior podem adiar o horário de encerramento num período equivalente, sem prejuízo do disposto no n.º 1 do ponto n.º 5.
• Os estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços podem encerrar em determinados períodos do dia para assegurar operações de limpeza e desinfeção dos funcionários, dos produtos ou do espaço.
• Os horários de funcionamento dos estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços podem ser limitados ou modificados por despacho do membro do Governo responsável pela área da economia, durante o período de vigência do presente regime.
Atendimento prioritário
• Os estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços devem atender com prioridade os profissionais de saúde, os elementos das forças e serviços de segurança, de proteção e socorro, o pessoal das forças armadas e de prestação de serviços de apoio social.
Dever de prestação de informações
• Os estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços devem informar, de forma clara e visível, os clientes relativamente às novas regras de ocupação máxima, funcionamento, acesso, prioridade, atendimento, higiene, segurança e outros relevantes aplicáveis a cada estabelecimento.

Eventos
• Não é permitida a realização de celebrações e de outros eventos que impliquem uma aglomeração de pessoas em número superior a 20, 10 ou 5, consoante a situação declarada no respetivo local seja de alerta, contingência e calamidade, respetivamente, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
• A DGS define as orientações especificas para os seguintes eventos:
a) Cerimónias religiosas, incluindo celebrações comunitárias;
b) Eventos de natureza familiar, incluindo casamentos e batizados, quer quanto às cerimonias civis ou religiosas, quer quanto aos demais eventos comemorativos;
c) Eventos de natureza corporativa realizados em espaços adequados para o efeito, designadamente, salas de congressos, estabelecimentos turísticos, recintos adequados para a realização de feiras comerciais e espaços ao ar livre.
• Na ausência de orientação da DGS, os organizadores dos eventos devem observar, com as necessárias adaptações, o disposto nos pontos 9.º a 11.º, bem como no ponto n.º 17 quanto aos espaços de restauração nestes envolvidos, e os participantes usar máscara ou viseira nos espaços fechados.
• Em situações devidamente justificadas, os membros do Governo responsáveis pelas áreas da administração interna e da saúde podem, conjuntamente, autorizar a realização de outras celebrações ou eventos, definindo os respetivos termos.

Funerais
• A realização de funerais está condicionada à adoção de medidas organizacionais que garantam a inexistência de aglomerados de pessoas e o controlo das distâncias de segurança, designadamente a fixação de um limite máximo de presenças, a determinar pela autarquia local que exerça os poderes de gestão do respetivo cemitério.
• Do limite fixado nos termos do número anterior não pode resultar a impossibilidade da presença no funeral de cônjuge ou unido de facto, ascendentes, descendentes, parentes ou afins.


Restauração e similares
• O funcionamento de estabelecimentos de restauração e similares apenas é permitido caso se verifiquem as seguintes condições:
a) A observância das instruções especificamente elaboradas para o efeito pela DGS, bem como as regras e instruções previstas no presente regime;
b) A ocupação, no interior do estabelecimento, seja limitada a 50 % da respetiva capacidade, tal como definida no artigo 133.º do anexo ao Decreto-Lei n.º 10/2015, de 16 de janeiro, na sua redação atual, ou, em alternativa, sejam utilizadas barreiras físicas impermeáveis de separação entre os clientes que se encontrem frente a frente e um afastamento entre mesas de um metro e meio;
c) A partir das 23:00h o acesso ao público fique excluído para novas admissões;
d) O recurso a mecanismos de marcação prévia, a fim de evitar situações de espera para atendimento nos estabelecimentos, bem como no espaço exterior.
• A ocupação ou o serviço em esplanadas apenas é permitida, desde que sejam respeitadas, com as necessárias adaptações, as orientações da DGS para o setor da restauração.
• Nas áreas de consumo de comidas e bebidas (food-courts) dos conjuntos comerciais deve prever-se a organização do espaço por forma a evitar aglomerações de pessoas e a respeitar, com as devidas adaptações, as orientações da DGS para o setor da restauração.
• Os estabelecimentos de restauração e similares que pretendam manter a respetiva atividade, total ou parcialmente, para efeitos de confeção destinada a consumo fora do estabe- lecimento ou entrega no domicílio, diretamente ou através de intermediário, estão dispensados de licença para confeção destinada a consumo fora do estabelecimento ou entrega no domicílio e podem determinar aos seus trabalhadores, desde que com o seu consentimento, a participação nas respetivas atividades, ainda que as mesmas não integrassem o objeto dos respetivos contratos de trabalho.

Feiras e mercados
• Para cada recinto de feira ou mercado, deve existir um plano de contingência para a COVID-19, elaborado pela autarquia local competente ou aprovado pela mesma, no caso de feiras e mercados sob exploração de entidades privadas.
• O plano de contingência deve ser disponibilizado no sítio do município na Internet.
• A reabertura das feiras e mercados deve ser precedida de ações de sensibilização de todos os feirantes e comerciantes, relativas à implementação do plano de contingência e sobre outras medidas de prevenção e praticas de higiene.
• O referido plano de contingência deve, com as necessárias adaptações, respeitar as regras em vigor para os estabelecimentos de comércio a retalho quanto a ocupação, permanência e distanciamento físico, assim como as orientações da DGS, prevendo um conjunto de procedimentos de prevenção e controlo da infeção, designadamente:
a) Procedimento operacional sobre as ações a desencadear em caso de doença, sintomas ou contacto com um caso confirmado da doença COVID-19;
b) Implementação da obrigatoriedade do uso de máscara ou viseira por parte dos feirantes e comerciantes e dos clientes;
c) Medidas de distanciamento físico adequado entre lugares de venda, quando possível;
d) Medidas de higiene, nomeadamente a obrigatoriedade de cumprimento de medidas de higienização das mãos e de etiqueta respiratória, bem como a disponibilização obrigatória de soluções desinfetantes cutâneas, nas entradas e saídas dos recintos das feiras e mercados, nas instalações sanitárias, quando existentes, bem como a respetiva disponibilização pelos feirantes e comerciantes, quando possível;
e) Medidas de acesso e circulação relativas, nomeadamente:
I. À gestão dos acessos ao recinto das feiras e dos mercados, de modo a evitar uma concen- tração excessiva, quer no seu interior, quer à entrada dos mesmos;
II. Às regras aplicáveis à exposição dos bens, preferencialmente e sempre que possível, mediante a exigência de disponibilização dos mesmos pelos feirantes e comerciantes;
III. Aos procedimentos de desinfeção dos veículos e das mercadorias, ajustados à tipologia dos produtos e à organização da circulação;
f) Plano de limpeza e de higienização dos recintos das feiras e dos mercados;
g) Protocolo para tratamento dos resíduos, em particular no que diz respeito aos equipamentos de proteção individual.
• O reinicio da atividade, em feiras e mercados, de prestação de serviços de restauração e bebidas não sedentária ou de outros prestadores de serviços acompanha a reabertura faseada das atividades correspondentes exercidas em estabelecimento comercial.
• Sem prejuízo das competências das demais autoridades, as autoridades de fiscalização municipal, a polícia municipal e as entidades responsáveis pela gestão dos recintos das feiras e dos mercados, consoante os casos, podem contribuir na monitorização do cumprimento dos para o- cedimentos contidos nos planos de contingência.

Serviços públicos
• Os serviços públicos mantêm o atendimento presencial por marcação, mantendo-se a continuidade da prestação dos serviços através dos meios digitais e dos centros de contacto com os cidadãos e as empresas.
• Aos serviços abrangidos pelo presente artigo aplica-se o disposto nos artigos 10.º e 13.º
Museus, monumentos, palácios, sítios arqueológicos e similares
• O funcionamento dos museus, monumentos, palácios, sítios arqueológicos e similares apenas é permitido desde que se:
a) Observem as normas e as instruções definidas pela DGS referentes ao distanciamento físico, higiene das mãos e superfícies, etiqueta respiratória e as regras previstas no presente regime; de dois metros para qualquer outra pessoa que não seja sua coabitante;
b) Assegure, sempre que possível:
I. A criação de um sentido único de visita;
II. A limitação do acesso a visita a espaços exíguos;
III. A eliminação, ou caso não seja possível, a redução, do cruzamento de visitantes em zonas de estrangulamento;
c) Minimizem as áreas de concentração dos visitantes com equipamentos interativos, de- vendo, preferencialmente, desativar os equipamentos que necessitem ou convidem à interação dos visitantes;
d) Recorra, preferencialmente, no caso de visitas de grupo, a mecan
e) ismos de marcação prévia, a fim de evitar situações de espera para entrar no equipamento cultural, bem como no espaço exterior;
f) Coloquem barreiras nas áreas de bilheteira e atendimento ao público;
g) Privilegie a realização de transações por TPA.
• A admissão dos visitantes deve ser realizada de forma livre ou por conjunto de pessoas, dependendo da área do referido equipamento cultural, devendo ser assegurada a regra de ocupação máxima indicativa de 0,05 pessoas por metro quadrado de área.
• A ocupação ou o serviço em esplanadas dos equipamentos culturais apenas é permitida, desde que sejam respeitadas, com as necessárias adaptações, as orientações da DGS para o setor da restauração.
• Nas áreas de consumo de restauração e bebidas dos equipamentos culturais devem respeitar-se as orientações definidas pela DGS para o setor da restauração.


Eventos de natureza cultural
• É permitido o funcionamento das salas de espetáculos, de exibição de filmes cinematográficos e similares, bem como de eventos de natureza cultural realizados ao ar livre, desde que:
a) Sejam observadas, com as devidas adaptações, as regras definidas nos artigos 9.º e 10.º;
b) Nas salas de espetáculo ou salas de exibição de filmes cinematográficos seja reduzida, sempre que necessário, observando as seguintes orientações:
I. Os lugares ocupados devem ter um lugar de intervalo entre espetadores que não sejam coabitantes, sendo que na fila seguinte os lugares ocupados devem ficar desencontrados;
II. No caso de existência de palco, seja garantida uma distância mínima de pelo menos dois metros entre a boca da cena e a primeira fila de espetadores;
c) Nos recintos de espetáculos ao ar livre, a lotação do recinto deve observar as seguintes orientações:

I. Os lugares estejam previamente identificados, cumprindo um distanciamento físico entre espetadores de um metro e meio;
II. No caso de existência de palco, seja garantida uma distância mínima de pelo menos dois metros entre a boca da cena e a primeira fila de espetadores;
d) Os postos de atendimento estejam, preferencialmente, equipados com barreiras de proteção;
e) Seja privilegiada a compra antecipada de ingressos por via eletrónica e os pagamentos por vias sem contacto, através de cartão bancário ou outros métodos similares;
f) Sempre que aplicável, seja assegurada a manutenção dos sistemas de ventilação, garantindo que o seu funcionamento é efetuado sem ocorrência de recirculação de ar;
g) Se adaptem as cenas e os espetáculos ao vivo, sempre que possível, de forma a minimizar o contacto físico entre os envolvidos e a manter o distanciamento recomendado;
h) Sejam observadas outras regras definidas pela DGS.
• Nas áreas de consumo de restauração e bebidas destes equipamentos culturais devem respeitar-se as orientações definidas pela DGS para o setor da restauração.
• Não são consideradas concentrações de pessoas para efeitos da presente resolução os eventos de natureza cultural organizados ao abrigo do presente artigo.
Atividade física e desportiva
• Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, apenas pode ser realizada a pratica de atividade física e desportiva em contexto não competitivo de modalidades desportivas individuais, conforme definidas no Despacho n.º 1710/2014, publicado no Diário da República, 2.ª série, de 4 de fevereiro, ou de modalidades coletivas por atletas federados, desde que no cumprimento das orientações definidas pela DGS.
• As competições de modalidades desportivas individuais e sem contacto físico, bem como a 1.ª Liga de Futebol Profissional, apenas podem ser realizadas sem público, desde que respeitem as orientações especificamente definidas pela DGS.
• A pratica de atividade física e desportiva ao ar livre, em ginásios, academias e outros espaços fechados apenas pode ser realizada desde que sejam respeitadas as orientações definidas pela DGS.
• As instalações desportivas em funcionamento para efeitos dos números anteriores regem-se pelo disposto no artigo 10.º, com as necessárias adaptações.


Visitas a utentes de estruturas residenciais
• As visitas a utentes de estruturas residenciais para idosos, unidades de cuidados continuados integrados da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e outras respostas dedicadas a pessoas idosas, bem como a crianças, jovens e pessoas com deficiência, apenas são permitidas se forem observadas as regras definidas pela DGS.
• Mediante avaliação da situação epidemiológica específica, pode ser determinada pela DGS, em articulação com a autoridade de saúde local e coordenadamente com o membro do Governo responsável pela área da saúde, a suspensão de visitas à instituição por tempo limitado.


Estabelecimentos de jogos de fortuna ou azar, casinos, bingos ou similares
• É permitido o funcionamento dos estabelecimentos de jogos de fortuna ou azar, casinos, bingos ou similares, desde que:
a) Observem as orientações e as instruções definidas especificamente para o efeito pela DGS referentes ao distanciamento físico, higiene das mãos e superfícies, etiqueta respiratória e as regras previstas no presente regime;
b) Possuam um protocolo especifico de limpeza e higienização das zonas de jogo;
c) Privilegiem a realização de transações por TPA;
d) Não permaneçam no interior dos estabelecimentos frequentadores que não pretendam consumir ou jogar.


Cuidados pessoais e estética
• É permitido o funcionamento de:
a) Salões de cabeleireiro, barbeiros, institutos de beleza, mediante marcação prévia;
b) Estabelecimentos ou estúdios de tatuagens e bodypiercing, mediante marcação prévia;
c) Atividade de massagens em salões de beleza, em ginásios ou em estabelecimentos similares.
• Nestes estabelecimentos devem respeitar-se as orientações definidas pela DGS.


ANEXO I
(a que se refere o artigo 3.º)

  1. Atividades recreativas, de lazer e diversão:
    • Salões de dança ou de festa;
    • Parques de diversões e parques recreativos e similares para crianças;
    • Outros locais ou instalações semelhantes às anteriores.
  2. Atividades culturais:

• Grutas nacionais, regionais e municipais, públicas ou privadas, sem prejuízo do acesso dos trabalhadores para efeitos de conservação;

  1. Atividades desportivas, salvo as destinadas à atividade dos praticantes desportivos federados, em contexto de treino:

• Pavilhões ou recintos fechados, exceto os destinados à pratica de desportos individuais sem contacto;
• Pavilhões fechados de futsal, basquetebol, andebol, voleibol, hóquei em patins e similares;
• Pistas fechadas de patinagem, hóquei no gelo e similares;
• Ringues de boxe, artes marciais e similares;
• Pistas de atletismo fechadas.

  1. Atividades em espaços abertos, espaços e vias públicas, ou espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas:

• Desfiles e festas populares ou manifestações folclóricas ou outras de qualquer natureza.

  1. Espaços de jogos e apostas:

• Salões de jogos e salões recreativos.

  1. Estabelecimentos de bebidas:

• Estabelecimentos de bebidas e similares, com ou sem espaços de dança, salvo quanto aos integrados em estabelecimentos turísticos e de alojamento local, para prestação de serviço exclusiva para os respetivos hóspedes.
Para quem quiser consultar o diploma na integra fica aqui o respetivo link: https://dre.pt/application/conteudo/136788888

Miguel Torres Marques
Advogado e Assessor Jurídico da ALEP

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Miguel Torres Marques

Advogado e Assessor Jurídico da ALEP

REGRAS ESPECIAIS PARA A ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA NO ÂMBITO DA SITUAÇÃO DE CALAMIDADE

*As informações prestadas neste  artigo não dispensam a consulta da legislação em vigor e/ou a consulta de um advogado.

 

Documento da autoria de  Miguel Torres Marques, advogado, assessor jurídico da ALEP

Acabou de ser publicada em Diário da República a Resolução do Conselho de Ministros n.º 45-B/2020, de 22 de Junho, que define regras especiais para a Área Metropolitana de Lisboa no âmbito da situação de calamidade declarada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 40-A/2020, de 29 de maio.

No âmbito da estratégia de prevenção, contenção e mitigação da pandemia da doença COVID-19 em Lisboa e Vale do Tejo, importa garantir a aplicação de medidas especiais e de caráter excecional na Área Metropolitana de Lisboa, por ser a mais afetada presentemente.

Neste sentido, através da presente resolução, o Governo estabelece as limitações especiais aplicáveis à Área Metropolitana de Lisboa.

Ademais, o Governo procederá à aprovação, em diploma próprio, de um quadro sancionatório que promova e assegure o cumprimento das medidas indispensáveis à contenção da propagação da pandemia da doença COVID-19.

Estas são as principais alterações:

  • Na Área Metropolitana de Lisboa o acesso, circulação ou permanência de pessoas em espaços frequentados pelo público, bem como as concentrações de pessoas na via pública, encontram-se limitados a 10 pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar.
  • Na Área Metropolitana de Lisboa todos os estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços, bem como os que se encontrem em conjuntos comerciais, encerram às 20:00 h.
  • Excetuam-se do disposto no número anterior os estabelecimentos de restauração exclusivamente para efeitos de serviço de refeições no próprio estabelecimento.
  • Excetuam-se, ainda, do disposto no n.º 2 os estabelecimentos de restauração e similares que prossigam a atividade de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento ou entrega no domicílio, diretamente ou através de intermediário, os quais não podem fornecer bebidas alcoólicas no âmbito dessa atividade.
  • É proibida a venda de bebidas alcoólicas nas áreas de serviço ou nos postos de abastecimento de combustíveis localizados na Área Metropolitana de Lisboa.
  • Na Área Metropolitana de Lisboa é proibido o consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre de acesso ao público, excetuando-se os espaços exteriores dos estabelecimentos de restauração e bebidas devidamente licenciados para o efeito.
  • A atividade operacional das forças e serviços de segurança e dos serviços de socorro a operar na Área Metropolitana de Lisboa, no âmbito da execução do presente regime, pode ser reforçada, em caso de necessidade, por efetivos de outras áreas geográficas, em articulação com a estrutura municipal de proteção civil.
  • Determinar que a publicação da presente resolução constitui para todos os efeitos legais cominação suficiente, designadamente para o preenchimento do tipo de crime de desobediência.
  • Determinar que a presente resolução produz efeitos às 00:00 h do dia 23 de junho de 2020.

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Miguel Torres Marques

Advogado e Assessor Jurídico da ALEP

 

 

 

PRORROGAÇÃO DO LAY-OFF SIMPLIFICADO E CRIAÇÃO DE NOVAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO AO EMPREGO

 

*As informações prestadas neste  artigo não dispensam a consulta da legislação em vigor e/ou a consulta de um advogado.

 

Documento da autoria de  Miguel Torres Marques, advogado, assessor jurídico da ALEP

 

 

Foi  publicado em Diário da República o Decreto-Lei n.º 27-B/2020, de 19 de junho, que prorroga o apoio extraordinário à manutenção dos contratos de trabalho em situação de crise empresarial e cria outras medidas de proteção ao emprego, no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social.

 

  • O presente decreto-lei procede:

a) À segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, alterado pelo Decreto-Lei n.º 14-F/2020, de 13 de abril, estabelecendo a prorrogação do apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho em situação de crise empresarial e o respetivo regime transitório

b) À criação de um complemento de estabilização para os trabalhadores com retribuição base igual ou inferior a duas vezes a retribuição mínima mensal garantida (RMMG);

c) À criação de um incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial.

  • O prazo previsto no Decreto‐Lei n.º 10‐G/2020, de 26 de março (prazo de vigência do lay-off simplificado), é prorrogado até 30 de setembro de 2020.
  • As empresas que não tenham recorrido ao apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho em situação de crise empresarial apenas podem apresentar os respetivos requerimentos iniciais com efeitos até 30 de junho de 2020, podendo nesse caso prorrogar mensalmente a aplicação da medida até ao máximo de três meses.
  • As empresas e estabelecimentos que se encontrem sujeitas ao dever de encerramento de instalações e estabelecimentos por determinação legislativa ou administrativa de fonte governamental, no âmbito da pandemia da doença COVID-19, podem aceder ou manter o direito ao apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho em situação de crise empresarial, bem como à respetiva prorrogação, enquanto se mantiver esse dever
  • As empresas que tenham recorrido ao apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho em situação de crise empresarial e que tenham atingido o limite de renovações até 30 de junho de 2020 podem beneficiar da prorrogação desse apoio até 31 de julho de 2020.

Complemento de estabilização:

  • Os trabalhadores cuja remuneração base em fevereiro de 2020 tenha sido igual ou inferior a duas vezes a RMMG e que, entre os meses de abril e junho, tenham estado abrangidos pelo menos um mês civil completo pelo apoio à manutenção do contrato de trabalho, previsto no Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, na sua redação atual, ou por redução temporária do período normal de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho, nos termos dos artigos 298.º e seguintes do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, na sua redação atual, têm direito a um complemento de estabilização.
  • O complemento de estabilização corresponde à diferença entre os valores da remuneração base declarados relativos ao mês de fevereiro de 2020 e ao mês civil completo em que o trabalhador esteve abrangido por uma das duas medidas referidas acima em que se tenha verificado a maior diferença.3
  • O complemento tem por limite mínimo (euro) 100,00 e por limite máximo (euro) 351,00 e é pago no mês de julho de 2020.
  • Para os efeitos acima são considerados os valores constantes das declarações de remunerações entregues até 15 de julho de 2020.
  • O apoio é pago pela segurança social e deferido de forma automática e oficiosa.

Incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial:

  • Os empregadores que tenham beneficiado do apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho ou do plano extraordinário de formação previstos no Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, na redação conferida pelo presente decreto-lei, têm direito a um incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial

O incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial é concedido numa das seguintes modalidades:

a) Apoio no valor de uma RMMG por trabalhador abrangido pelas medidas referidas no número anterior, pago de uma só vez; ou
b) Apoio no valor de duas RMMG por trabalhador abrangido pelas medidas referidas no número anterior, pago de forma faseada ao longo de seis meses.
• Para efeitos de determinação do montante do apoio acima referido, consideram-se os seguintes critérios:
a) Quando o período de aplicação das medidas acima referidas tenha sido superior a um mês, o montante do apoio é determinado de acordo com a média aritmética simples do número de trabalhadores abrangidos por cada mês de aplicação desse apoio;
b) Quando o período de aplicação das medidas acima referidas tenha sido inferior a um mês, o montante do apoio previsto na alínea a) do ponto anterior é reduzido proporcionalmente;
c) Quando o período de aplicação das medidas acima tenha sido inferior a três meses, o montante do apoio previsto na alínea b) do ponto anterior é reduzido proporcionalmente.

  • À modalidade de apoio prevista na alínea b) do ponto n.º 2 acresce o direito a dispensa parcial de 50 % do pagamento de contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora, com referência aos trabalhadores abrangidos pelo plano extraordinário de formação ou pelo apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho previstos no Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, na redação conferida pelo presente decreto-lei.
  • Para efeitos do disposto no ponto anterior, quando o período de aplicação do apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho tenha sido superior a 30 dias, a dispensa parcial de 50 % do pagamento de contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora refere-se aos trabalhadores abrangidos no último mês de aplicação desse apoio, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
  • Quando o último mês da aplicação do apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho tenha ocorrido no mês de julho de 2020, nos termos do n.º 5 do artigo 20.º doDecreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, na redação conferida pelo presente decreto-lei, consideram-se, para efeitos do disposto no n.º 4 do presente artigo, os trabalhadores abrangidos por esse apoio no mês imediatamente anterior.

 

  • A dispensa parcial de 50 % do pagamento de contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora prevista no ponto n.º 4 aplica-se nos seguintes termos:

a) Durante o primeiro mês da concessão do apoio previsto na alínea b) do n.º 2, quando este seja concedido no seguimento da aplicação das medidas referidas no n.º 1 por período inferior ou igual a um mês;

b) Durante os dois primeiros meses da concessão do apoio previsto na alínea b) do n.º 2, quando este seja concedido no seguimento da aplicação das medidas referidas no n.º 1 por período superior a um mês e inferior a três meses;

c) Durante os três primeiros meses da concessão do apoio previsto na alínea b) do n.º 2, quando este seja concedido no seguimento da aplicação das medidas referidas no n.º 1 por período igual ou superior a três meses.

  • Quando haja criação líquida de emprego, através da celebração de contratos de trabalho por tempo indeterminado, nos três meses subsequentes ao final da concessão do apoio previsto na alínea b) do ponto n.º 2, o empregador tem direito a dois meses de isenção total do pagamento de contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora.

• Para efeitos do disposto no ponto anterior:
a) Considera-se haver criação líquida de emprego quando o empregador tiver ao seu serviço trabalhadores em número superior ao observado, em termos médios, nos três meses homólogos;

b) A isenção total do pagamento de contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora refere-se aos empregos criados em termos líquidos através de contrato de trabalho por tempo indeterminado;

c) O empregador fica sujeito ao dever de manutenção do nível de emprego alcançado durante um período de 180 dias.

  • O apoio financeiro previsto no ponto n.º 2 é concedido pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P. (IEFP, I. P.), designadamente a partir de informação transmitida pelo Instituto da Segurança Social, I. P. (ISS, I. P.).
  • A dispensa parcial do pagamento de contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora prevista no ponto n.º 4, bem como a isenção do pagamento de contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora prevista no ponto n.º 8, é reconhecida oficiosamente, designadamente com base na troca de informação entre o IEFP, I. P., e o ISS, I. P.
  • O incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial previsto no presente decreto-lei será ainda regulamentado por portaria do membro do Governo responsável pela área do trabalho.

Deveres do empregador:

  • Os empregadores que beneficiem do incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial não podem fazer cessar contratos de trabalho ao abrigo das modalidades de despedimento coletivo, despedimento por extinção do posto de trabalho, despedimento por inadaptação, previstos nos artigos 359.º, 367.º e 373.º do Código do Trabalho, nem iniciar os respetivos procedimentos.
  • Os empregadores abrangidos pelo apoio previsto na alínea b) do n.º 2 do ponto n.º 4 devem manter o nível de emprego observado no último mês da aplicação das medidas previstas no n.º 1 desse ponto.
  • Para efeitos do disposto no ponto anterior, quando o último mês da aplicação das medidas previstas no n.º 1 do artigo 4.º tenha ocorrido no mês de julho de 2020, nos termos do n.º 5 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, na redação conferida pelo presente decreto-lei, considera-se o mês imediatamente anterior da aplicação dessas medidas.
  • O cumprimento dos deveres estabelecidos nos números anteriores deve ser observado durante o período de concessão do apoio e nos 60 dias subsequentes.
  • Durante o período de concessão do incentivo, o empregador deve manter comprovadamente as situações contributiva e tributária regularizadas perante a segurança social e a Autoridade Tributária e Aduaneira.
  • A violação desses deveres implica a imediata cessação do apoio e a restituição ou pagamento, conforme o caso, ao IEFP, I. P., e ao ISS, I. P., dos montantes já recebidos ou isentados.

Cumulação e sequencialidade de apoios:

  • O empregador que recorra ao apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho previsto no Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, na redação conferida pelo presente decreto-lei, pode, findo aquele apoio, recorrer à aplicação das medidas de redução ou suspensão previstas nos artigos 298.º e seguintes do Código do Trabalho, não se aplicando o disposto no artigo 298.º-A do Código do Trabalho.
  • O empregador que recorra ao incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial previsto no presente decreto-lei não pode aceder ao apoio à retoma progressiva previsto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 41/2020, de 6 de junho.

Fiscalização:

  • A fiscalização do cumprimento do presente decreto-lei compete ao ISS, I. P., ao IEFP, I. P., e à Autoridade para as Condições do Trabalho.

Financiamento:

  • Os valores pagos pela segurança social ao abrigo do presente decreto-lei são financiados pelo Orçamento do Estado.
  • A perda de receita resultante das dispensas e isenções contributivas concedidas ao abrigo do presente decreto-lei é integralmente financiada por transferências do Orçamento do Estado.
  • Os apoios previstos no presente decreto-lei são passíveis de financiamento comunitário, sendo-lhe aplicável as respetivas disposições do direito comunitário e nacional.

Avaliação:

  • As medidas previstas no presente decreto-lei são objeto de avaliação regular por parte da Comissão Permanente da Concertação Social.

O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e produz efeitos até 31 de dezembro de 2020, sem prejuízo do disposto na alínea b) do n.º 2 do artigo 4.º e do reconhecimento do direito previsto no n.º 8 do artigo 4.º

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Miguel Torres Marques

Advogado e Assessor Jurídico da ALEP

 

PRORROGAÇÃO DA REPOSIÇÃO, A TÍTULO EXCECIONAL E TEMPORÁRIO, DO CONTROLO DE PESSOAS NAS FRONTEIRAS

*As informações prestadas neste  artigo não dispensam a consulta da legislação em vigor e/ou a consulta de um advogado.

 

Documento da autoria de  Miguel Torres Marques, advogado, assessor jurídico da ALEP

 

Foi  publicada em Diário da República a Resolução do Conselho de Ministros n.º 43-A/2020, de 12 de Junho, que prorroga a reposição, a título excecional e temporário, do controlo de pessoas nas fronteiras, no âmbito da pandemia da doença COVID-19.

Atendendo à avaliação da situação epidemiológica em Portugal e na União Europeia e às medidas propostas pela Comissão Europeia, importa garantir a segurança interna através de medidas adequadas que contenham as possíveis linhas de contágio, entre as quais, a manutenção da reposição, a título excecional e temporário, do controlo de pessoas nas fronteiras, com algumas exceções. Estas medidas foram concertadas entre o Governo da República Portuguesa e o Governo do Reino de Espanha.

A presente Resolução de Conselho de Ministros estabelece que no período compreendido entre as 00:00 horas do dia 15 de junho de 2020 e as 23:59 horas do dia 30 de junho de 2020, sem prejuízo de reavaliação a cada 10 dias e possível prorrogação, é reposto o controlo de pessoas nas fronteiras internas portuguesas, nos termos do n.º 6 do artigo 6.º da Lei n.º 23/2007, de 4 de julho, na sua redação atual, e dos artigos 25.º e 27.º do Código de Fronteiras Schengen, aprovado pelo Regulamento (UE) 2016/399, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 9 de março de 2016, na sua redação atual.

  • São suspensos todos os voos, de todas as companhias aéreas, comerciais ou privados, com origem de Espanha ou destino para Espanha, com destino ou partida dos aeroportos ou aeródromos portugueses, com exceção das aeronaves do Estado, das Forças Armadas, das aeronaves que integram, incluindo as que se destinam a integrar, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, voos para transporte de carga e correio, bem como voos de caráter humanitário ou de emergência médica e as escalas técnicas para fins não comerciais;
  • É proibida a circulação rodoviária, nas fronteiras internas terrestres, independentemente do tipo de veículo, com exceção do transporte internacional de mercadorias, do transporte internacional de passageiros nos casos previstos no n.º 5, do transporte de trabalhadores transfronteiriços e de trabalhadores sazonais com relação laboral comprovada documentalmente, da circulação de veículos de emergência e socorro e de serviço de urgência;
  • É suspensa a circulação ferroviária, exceto para o transporte de mercadorias;
  • É suspenso o transporte fluvial entre os dois países;
  • É suspensa a concessão de licenças para vir a terra a tripulantes de embarcações nos portos nacionais, sem prejuízo de, caso a caso, e mediante parecer da Autoridade de Saúde, poder ser autorizada a troca de tripulações ou o desembarque para efeitos de regresso ao país de origem;
  • Mantém-se a proibição de desembarque de passageiros e tripulações dos navios de cruzeiro nos portos nacionais, com exceção dos cidadãos nacionais e residentes em Portugal;
  • Os condicionalismos de tráfego referidos no número anterior não prejudicam:
  1. O direito de entrada dos cidadãos nacionais e dos titulares de autorização de residência nos respetivos países;
  2. A circulação do pessoal diplomático, das Forças Armadas, das forças e serviços de segurança, profissionais de saúde e socorro, do pessoal afeto, incluindo o pessoal a afetar, ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais;
  3. A circulação para efeitos de reunião familiar;
  4. O acesso a unidades de saúde, nos termos de acordos bilaterais relativos à prestação de cuidados de saúde;
  5. O direito de saída dos cidadãos residentes noutro país;
  6. O direito de entrada e de saída do território nacional dos trabalhadores sazonais com relação laboral comprovada documentalmente.
  • À entrada no território nacional podem ser introduzidos controlos sanitários assim como solicitado o preenchimento de declaração conforme modelo anexo à presente resolução e da qual faz parte integrante.
  • É ainda decretado que, entre as 00:00 horas do dia 15 de junho de 2020 e as 23:59 horas do dia 30 de junho de 2020, são pontos de passagem autorizados, na fronteira terrestre, os seguintes:
  1. Valença-Viana do Castelo, saída da Ponte Tuy-Valença-ligação IP 1-A 3, em Valença;
  2. Vila Verde da Raia-Chaves, saída da A 52, ligação com a A 24, km 0, junto à rotunda;
  3. Quintanilha-Bragança, saída da Ponte Internacional IP 4/E 82, nó de saída para Quintanilha ou junto das instalações do CCPA na N 218-1 Quintanilha;
  4. Vilar Formoso-Guarda junto da linha de fronteira, Largo da Fronteira, junto ao CCPA, N 16/E 80, ligação 620 Fuentes de Õnoro, Espanha, incluindo o acesso pelo Parque TIR, via camiões, N 16, Vilar Formoso;
  5. Termas de Monfortinho-Castelo Branco, entroncamento da N 239 com a N 240 em Termas de Monfortinho;
  6. Marvão-Portalegre, linha de fronteira, Marvão, N 521 ligação de Valência de Alcântara à IC 13 Marvão;
  7. Caia-Elvas, saída da A 6, km 158, ligação Caia-Elvas, junto ao Posto de Turismo, Elvas;
  8. Vila Verde de Ficalho-Beja, junto da linha de fronteira, ligação A 495 Rosal de la Frontera ao IP 8, Serpa;
  9. Castro Marim-Praça da Fronteira, km 131 da A22, Ponte Internacional do Guadiana-Castro Marim.
  • São pontos de passagem autorizados, na fronteira terrestre, os seguintes:
  1. Nos dias úteis, das 07:00 horas às 09:00 horas e das 18:00 horas às 20:00 horas, Mourão, Ponto de Fronteira de S. Leonardo, km 7, EN 256-1;
  2. Às quartas-feiras e aos sábados, das 10:00 horas às 12:00 horas, Rio de Onor, Ponto de Fronteira da Rua da Costa, caminho rural;
  3. Às segundas-feiras e às quintas-feiras, das 06:00 horas às 08:00 horas e das 17:00 horas às 19:00 horas, Tourém, Ponto de Fronteira n.º 101, EM 513;
  4. Às segundas-feiras e às quintas-feiras, das 06:00 horas às 08:00 horas e das 17:00 horas às 19:00 horas, Barrancos, EN 258, km 105,5, que efetua a ligação à HU-9101;
  5. Nos dias úteis, das 07:00 horas às 21:00 horas:
  • i Melgaço, Lugar do Peso, km 19,800, EN 202;
  • ii Monção, Avenida da Galiza, km 15,300, EN 101;
  • iii Miranda do Douro, km 86,990, EN 218;
  • iv Vila Nova de Cerveira, km 104,500, EN 13.
  • Incumbir a Guarda Nacional Republicana de efetuar a vigilância entre os postos de passagem autorizados.
  • Determinar que é autorizada a entrada de nacionais de Estados-Membros da União Europeia que não implementam o acervo de Schengen nos voos provenientes destes países, salvo quando, em trânsito, se desloquem para um Estado-Membro que não o da sua nacionalidade no qual não possam exercer o direito de livre circulação.
  • Estabelecer que, a fim de evitar procedimentos de recusa de entrada de cidadãos nas fronteiras internas, decorrentes da reposição do controlo de pessoas prevista na presente resolução é promovida a colaboração das autoridades portuguesas com os operadores de transportes, bem como com os demais Estados-Membros e Estados associados Schengen, com vista a evitar o embarque à partida.

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Miguel Torres Marques

Advogado e Assessor Jurídico da ALEP